Estamos trabalhando em um novo site para Porto Alegre. Visite o projeto alfa e ajude-nos com seu feedback.
Prefeitura de Porto Alegre

CARRISHistóriaCuriosidades

Lupa
A- A+ A- A+    A A A A    ?
voltar ao topo ^

Outras curiosidades

- Antes de enveredar pela carreira artística, Lupicínio Rodrigues trabalhou como aprendiz de mecânico de bondes na Carris, em 1930. Seu pai queria que o garoto aprendesse um ofício e deixasse de lado a precoce inclinação para a boemia. Mas, para o bem do samba, a Carris perdeu um mecânico e a Música Popular Brasileira ganhou um de seus melhores compositores.

- Além de Lupicínio Rodrigues, outro grande artista que passou pela Carris foi o gaiteiro Pedro Raymundo, autor da célebre canção Adeus Mariana. O catarinense, que se tornaria o primeiro músico a fazer sucesso nacional pilchado de gaúcho, atuou como condutor de bonde na companhia, entre 1929 e 1933.

-
 Na época dos bondes puxados a mula (1872-1908), a Carris mantinha, ao pé das ladeiras, parelhas sobressalentes de mulas, que eram colocadas junto às outras para facilitar a subida. Com pena dos animais, muitos passageiros desciam e até ajudavam a empurrar o veículo.

- Uma dúvida comum é por que as primeiras empresas de transporte coletivo se chamavam Carris. Esta expressão, utilizada no começo do século para denominar os trilhos da malha viária, atualmente é pouco usual.

-
Precursora das lotações e, pode-se dizer, “avó” do Linha Turismo, a Carris-Tur funcionou de 1974 a 1979. Composta por 10 ônibus com ar-condicionado, som ambiental e serviço de rodomoças, que ofereciam jornais e cafezinho, a linha circulava nos bairros Independência, Auxiliadora e Chácara das Pedras.

- A Carris já teve um estádio e um time de futebol. Foi no Estádio da Timbaúva, construído no bairro Santa Cecília em 1934, que dois craques do Grêmio Esportivo Força e Luz despontaram: o ponta-direita Dorval, vendido depois para o Santos de Pelé onde se sagraria bicampeão do mundo em 1962 e 1963, e Airton Ferreira da Silva, zagueiro que o Grêmio comprou em 1954 por 50 mil cruzeiros e 10 degraus de arquibancadas. Isso mesmo: um pavilhão de arquibancada do antigo estádio da Baixada. Um dos melhores jogadores do Grêmio de todos os tempos, o zagueiro carregou para sempre no apelido de Airton Pavilhão a marca do insólito negócio.

-
Para as crianças de épocas passadas, ser vizinho da Carris quando a sede localizava-se na Cidade Baixa representava um aprendizado importante, conforme relatos dos hoje vovôs. Falar inglês era estimulado pela camaradagem com funcionários norte-americanos. Saber dirigir bondes também não era difícil, uma vez que muitos garotos assistiam às instruções na Escola dos Motorneiros. Nos galpões da companhia, muitos descobriram um truque para eliminar ratos:  bastava colocar um pedaço de queijo nos trilhos e eletrocutar o bicho.

- Por falar em travessuras da infância, ficou famoso um caso de “roubo” de um bonde da linha Petrópolis, numa tarde de domingo de férias de verão em Porto Alegre, anos 60. O relato está no blog de Eloy Figueiredo: - Antes de entrar na matinê do cine Ritz, o guri observou que o motorneiro e o cobrador foram tomar uma cerveja no bar na frente do fim da linha, que ficava exatamente na frente do cinema, esperando a hora de voltar para o Centro. Subiram alguns passageiros: casais com crianças pequenas que iam esperar sentados, no interior do bonde, para passear na Redenção ou no Centro. Quando ele viu aquilo, o bonde abandonado e chamando por ele, não resistiu. Subiu e moveu a alavanca como havia aprendido olhando o motorneiro dirigir. Quanto mais ele movia a alavanca para frente, o bonde corria mais descendo a Avenida Protásio Alves à toda velocidade, com funcionários da Carris correndo, gritando e fazendo gestos desesperados com seus blazers na mão como se fossem bandeiras desfraldadas. Só conseguiram pará-lo na Osvaldo Aranha, no Bom Fim, depois que o cobrador e o motorneiro se apropriaram de um automóvel que parou para saber do ocorrido. - Em nome da lei, siga aquele bonde! – disseram eles. Ele foi preso e tornou-se notícia dos jornais, no qual lia-se na manchete “Guri rouba bonde”.

-
Nos bondes, não havia roleta. Durante o percurso, os cobradores caminhavam sem parar de um lado a outro do veículo pegando o dinheiro dos passageiros. Em horários de pico, com o bonde cheio, muitos diziam que já tinham pago sua passagem, o que podia gerar curtos e barulhentos bate-bocas. Em seu blog, Milton Ribeiro conta a maneira mais emocionante de não desembolsar o dinheiro da passagem: “Digo por experiência própria que a melhor maneira de não pagar era andar como eu gostava, lá na porta dependurado e sentindo o vento bater no rosto, a uma velocidade máxima de uns 40 ou 50 Km/h, calculo eu. Era o momento de maior emoção, quando podia ficar com um dos braços e uma das pernas no ar. Curiosamente, ninguém achava aquilo perigoso, só umas velhas chatas perguntavam se eu e outros meninos queríamos morrer.”

- A integração tarifária entre a Trensurb e os ônibus tem um antecedente histórico na Carris. Em 1930, a companhia ofereceu um serviço combinado entre os bondes da linha Independência e um dos novos auto-ônibus que a empresa acabara de adquirir. O auto-ônibus trafegava da esquina da Rua Cel. Jardim (onde existia a linha de bondes) até a Rua Silva Jardim, onde havia a Igreja Auxiliadora, e depois retornava pelo mesmo itinerário, com horário das seis e meia da manhã às nove e meia da noite. A companhia, para uso nesse transporte conjugado, emitiu um cupom de formato especial, que tanto servia no bonde como no ônibus.

-
O ensino de psicologia foi introduzido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1943, na Faculdade de Filosofia. Terceiro professor da disciplina e primeiro psicólogo do RS, Nilo Maciel usou seus conhecimentos para implantar o serviço psicotécnico como auxiliar na seleção e formação de pessoal no Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens (Daer), na Varig, Brigada Militar, Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Aços Finos Piratini e na Carris, onde trabalhou de 1953 a 1956.

- Antes de trabalhar na Carris, Maria Ivete Gallas participou ativamente da história do futebol e futsal femininos do Brasil como atleta, técnica e dirigente. Começou na zaga do Inter, em 1985; jogou futebol de campo no Grêmio, conquistou vários títulos no futsal pelo Funil, de Alvorada; foi da Seleção Gaúcha de futsal; atuou como jogadora da equipe do Saad, de São Caetano (SP), base da Seleção Brasileira. Neste clube, comandou, como técnica, o time de futsal; foi auxiliar do técnico Zé Duarte no São Paulo e na Seleção feminina de futebol, em 1997; treinou, em 2000, o time feminino de futebol do Grêmio. Depois, resolveu dar uma guinada na vida: fez concurso e foi aprovada para o cargo de motorista de ônibus da Carris. Dirigia ônibus da linha T3 quando dirigentes esportivos do Irã entraram em contato. Queriam buscar no Brasil alguém para revolucionar o futsal feminino do país e fazer uma grande campanha nos Jogos Islâmicos de 2005. Os treinos foram duros, cinco horas por dia, mas o resultado compensou.  A equipe treinada pela gaúcha arrasou as adversárias na primeira fase - 32 X 1 Turquemenistão; 43 X 0 Inglaterra; 26 X 1 Iraque. Na final, bateu a Armênia por 3 a 0 e conquistou o título.

-
O invejável currículo do árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon inclui duas Copas do Mundo, em 2002 Japão/Coréia do Sul e em 2006 na Alemanha. O que poucos sabem é que uma passagem como jornalista na Carris também integra as experiências do juiz de futebol. Paralelamente à carreira nos gramados, Simon trabalhou em diversas áreas desde jovem, quando deixou a região Oeste do RS rumo a Passo Fundo e Porto Alegre. Formou-se em Jornalismo em 1991 pela PUCRS e fez pós-graduação em Ciência do Esporte. Já no quadro de árbitros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a formação levou-o a trabalhar como jornalista na Secretaria Municipal de Transportes (SMT). Em junho de 1996, foi para a Companhia Carris, onde seguiu na área da Comunicação na Assessoria da Diretoria, função que exerceu até abril de 1997, quando passou a integrar o seleto grupo de juízes da Fifa.



              



Facebook PMPA Flickr da Prefeitura RSS da Prefeitura Twitter da Prefeitura

Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Praça Montevidéo, 10 - Rio Grande do Sul - Brasil - CEP 90010-170